A vingança de Yuri – Parte 3

Atenção: Esse texto é uma história.
Se não leu o começo da história, leia clicando aqui
Se que ver a lista de todas as partes já publicadas, clique aqui


O jovem avista a cabana de Kai e começa a ir em direção a ela.
Cada passo que ele dava mais nervoso ficava.
– Será que Kai me aceitará – pensava o menino – Será que poderei ser forte para me tornar um Guardião?

– O que faz aqui? – Veio uma voz forte logo atrás de Yuri.
Yuri se vira e vê que é o senhor Kai, a única coisa que podia fazer era implorar para ser treinado pelo mestre.

O jovem de cabelos escuros e olhos negros, pequeno e com pernas finas olha para o mestre a sua frente, um homem já com cabelos brancos e apesar da idade aparentava ser bem forte.
Talvez não forte fisicamente, mas uma força interna que poderia fazer seus músculos suportar mais do que aparentava.

Então Yuri respirou e disse:
– Sou Yuri, um jovem de Frenchsphan e preciso me tornar um Guardião…
– O grupo Guardião já foi destruído e não há nada que um garoto tolo e frágil como você possa fazer contra os soldados de Sterphan. Por isso saia da minha frente – disse Kai
– Posso ser fraco, pode ser que eu morra no primeiro confronto… mesmo assim não posso ficar sem tentar – disse Yuri olhando friamente para Kai

– Admiro sua coragem. É mais corajoso que muitos homens que já formaram o grupo Guardião e se acha que vale a pena morrer, então posso te treinar… Mas antes de treinar, terá que fazer algo para mostrar seu valor e testar sua força. Se conseguir fazer o que eu te pedir, te treinarei e então você será testado a todo o momento. – Disse Kai com uma voz sarcástica

– Farei o que for necessário – Disse Yuri

– Muito bem, se você seguir por essa trilha chegará a um rio. Perto desse rio há uma árvore muito grande, bem maior que as outras, e ao lado dessa árvore existem dois baldes. Pegue os baldes e encha com água pela metade, e traga até aqui. Acredito que isso será o suficiente para testar a força de um garoto delicado como você – Disse mestre Kai.
– Mas já está noite…
– Se você veio de Frenchsphan até aqui para me dar uma desculpa para não executar a tarefa, era melhor nem ter vindo. Um guardião deve estar sempre pronto para cumprir suas tarefas!
– Eu irei.

Então Yuri partiu em direção ao rio. A cada passo que dava ele xingava em pensamento o mestre.
– Que droga, aquele maldito… Por que tinha que me dar uma tarefa numa hora dessas? Já é noite! Estou cansado de andar! – pensou Yuri.

Assim que chegou na árvore Yuri procurou pelos baldes.
– Por que aquele velho deixa dois baldes aqui?

Pegou os baldes e os encheu pela metade, como havia mandado o mestre.
No início parecia tarefa fácil, mas depois de andar metade do caminho, os baldes pareciam cada vez mais pesados.
– Eu vou conseguir. Tenho que conseguir.

E assim seguiu o jovem, fazendo o máximo para não desistir.

Assim que chegou, o mestre disse:
– Deixe-me ver os baldes. Estão ainda cheios pela metade?
– Sim, estão – disse Yuri pouco ofegante.

– Parace que o esforço foi um pouco grande para você… Agora que trouxe a água, volte até o rio e jogue a água novamente nele.
– O que? Você não vai usar a água? Se não vai usar por que não jogar aqui mesmo? – Disse Yuri
– Usamos a água para ver se você é forte e resistente. Agora que usamos, devemos colocá-la de volta ao seu lugar. Agora vá e não me incomode mais! – Disse o mestre meio irritado.

E então o jovem foi, de cabeça baixa. E pensando onde se meteu.
Como não podia mais suportar o peso dos baldes, decidiu jogar a água alí mesmo e deixar os baldes onde deveria.
Afinal, não teria como o mestre saber o que a água não fora jogada no rio.

Após jogar a água fora, o peso dos baldes se foram e Yuri pode andar mais rápido e voltar para a cabana.

Assim que chegou a cabana, o mestre veio em sua direção com um ar furioso.
– Por que não jogou a água no rio como eu pedí? – Disse Kai aos berros
– Me pareceu inútil carregar a água até o rio, se eu poderia jogá-la em qualquer lugar – Disse Yuri meio envergonhado

– Inútil? A água possui ao rio e com o rio deve ficar. Se pretende ser um Guardião deve aprender que não se deve desperdiçar as coisas da natureza. E que qualquer ordem, por mais tola que pareça, deve ser obedecida. Numa batalha não há tempo de explicar as coisas, por isso se uma tarefa é pedida, deve ser executada.

– Mas eu não podia suportar mais o peso dos baldes…

– Você é um fraco! Escolheu o caminho mais simples, pedí apenas que levasse a água de volta, não importava o tempo que levasse, poderia ter feito pausas, respirado e depois seguido em frente. Mas preferiu apenas jogar a água fora… Eu avisei que seria testado o tempo todo e você não passou nesse teste. Agora durma, que amanhã terá mais treinamento duro.

– Posso dormir na sua cabana? – Disse a criança já triste.

– Nem pense nisso. Se quer um lugar confortável para dormir, faça sua própria cabana. Isso é um treinamento duro e não um acampamento de crianças.

Então o mestre entrou na cabana e a criança ficou lá fora para dormir coberto pelas estrelas.

Anúncios

5 Comentários

  1. hehehe.. gostei.. esse mestre ta parecendo o Pai Mei. 😀

    Massss.. tem duas coisas.
    Como o mestre sabia que o menino ia lutar contra os soldados de Sterphan?

    E outra.. que achei bem galhofa. Só por causa da frase “- Posso ser fraco, pode ser que eu morra no primeiro confronto… mesmo assim não posso ficar sem tentar” o mestre Pai Mei diz que o Yuri é muito valente e pode até ser um dos mais corajosos que apareceu para ser guardião? Sendo que ele é apenas uma criança… Sei não.. se eu fosse o mestre daria risada da cara do moleque e em seguida descia a porrada nele para ele deixar de ser insolente e também para lembrar que ele não é nada perto de um grande guerreiro. Ai depois sim mandava ele pegar água.

    Por falar nisso achei legal a história dos baldes de água.

  2. Bem… bem… bem…
    O garoto disse que queria se tornar um Guardião, então o mestre “deduziu” que o garoto queria lutar com os soldados, já que essa era a função dos Guardiões…

    Com relação ao mestre achar o garoto valente. Eu não escreví o motivo no momento porque já estava muito longo essa “parte” da história.

    Mas o mestre achou ele valente porque muito de seus homens fugiram de alguns combates. Não tendo coragem suficiente para ir a luta.

    Mas isso será contado com mais detalhes nos próximos episódios

  3. Mas se muitos fugiram antes da luta… e um garoto cansado e como fome consegue demonstrar mais coragem que eles… esses Guardiães são uns cagalhões covardes?

  4. ahuaehhauehaeu
    não vamos nos apressar.
    “alguns” não é o mesmo que todos.

    O que acontece é que o grupo tinha respeito pela população ( ja que servia para protegê-la ).

    Por isso muita gente acabou entrando para o grupo, para poder ter respeito e outras coisas que os Guardiões possuiam.

    Claro que todos homens precisaria ser fortes, mas todos sabiam que durante treinamento não iriam morrer.
    Mesmo homens fortes, podem ser cagões ( aliás a maioria dos fortes são cagões ).

    Por isso, em muitas batalhas muitos homens fugiam em vez de lutar.

  5. Medo todos sentem, mas sair correndo é demonstrar fraqueza

    ta … ta… .. vou esperar para a continuação da história.


Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s